Agenda econômica e social para o próximo governo |1


Propostas para o Governo 2015-2018: Agenda para um País Próspero e Competitivo” (Elsevier, out. 2013), livro organizado pelos economistas Fabio Giambiagi (BNDES) e Claudio Porto (consultoria Macroplan), com análises e sugestões de políticas e iniciativas de interesse público de 40 especia­listas, oferece um roteiro básico para que o país volte a ter desenvolvimento econômico sustentado – um conceito abrangente, combinando critérios econômicos, sociais, ambientais e institucionais – focando políticas voltadas para a produtividade e a competitividade, visando retomar uma expansão anual ao ritmo de 4%.

Além de apontar os riscos para a economia, os coordenadores indicam saídas e caminhos para reforçar a estabilidade macroeconômica: condução firme da política fiscal e do combate à inflação; aumento de investimentos em infraestrutura; elevação da poupança doméstica – com destaque para a poupança pública; e melhoria acelerada de qualidade na educação.

De forma competente, os autores evidenciam que o desafio à frente é grande. Envolve rever prioridades, recuperando o que vinha funcionando bem: sem destruir o patrimônio da estabilização, sem descontrolar a inflação nem desequilibrar as contas externas – elementos sempre presentes nas crises brasileiras.

O Brasil apenas “flertou” com o desenvolvimento sustentado e fez bem menos do que o mínimo necessário para uma adequada inserção num mundo crescentemente competitivo.

O principal desafio do futuro governo é elevar a produtividade. Um consenso: será fundamental haver liderança política e melhoria das instituições pois, lamentavelmente, frações majoritárias das lideranças políticas abdicaram de liderar a agenda de reformas, que exigem “... lideranças com visão de futuro e ... instituições confiáveis”.

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